domingo, 30 de outubro de 2011

Obras da ferrovia Transnordestina avançam no sul do Piauí

O número de trabalhadores será triplicado ainda este ano, com o início da construção de sete pontes no trecho, uma delas com 300 metros de extensão.

da Redação
Mais de 400 operários estão trabalhando nos lotes 1 e 2 da ferrovia Transnordestina, localizados na região do município de Itaueira, a 340 quilômetros ao sul de Teresina. O número de trabalhadores será triplicado ainda este ano, com o início da construção de sete pontes no trecho, uma delas com 300 metros de extensão.

O governador Wilson Martins, que visitou o canteiro de obras do lote 1, que a construtora Odebrecht instalou na zona rural do município de Rio Grande do Piauí, garantiu que o cronograma de trabalho está sendo executado dentro do prazo estabelecido no início da construção e disse que os atrasos burocráticos, principalmente na questão das desapropriações, são normais.

Wilson Martins esteve no canteiro de obras na última sexta-feira à tarde, depois de inaugurar o trecho da rodovia PI 140, entre as cidades de Floriano e Itaueira. Ele conversou com engenheiros e cumprimentou operários. “Esta é uma obra de encher os olhos. Estamos avançando bem e vamos avançar ainda mais. Estou entusiasmado”, disse ao sair do local.

O engenheiro Gustavo Baqueiro, responsável pelo trecho, explicou que o lote 1 tem 55 quilômetros de extensão e passa pelos municípios de Eliseu Martins, Rio Grande do Piauí e Pavussu. O lote 2, de 54 quilômetros, atende os municípios de Itaueira, Ribeira, São Miguel do Fidalgo e São José do Peixe. Nos dois lotes serão construídas sete pontes.

Segundo Baqueiro, as obras da Transnordestina nos sete municípios de sua responsabilidade serão concluídas até o final do próximo ano. Ele informou ainda que a Odebrecht vai instalar um canteiro central no município de Itaueira, que ficará responsável pelo andamento das obras de toda a região.

A ferrovia Transnordestina é a maior obra em execução no estado – investimento de mais de R$ 1,5 bilhão – e vai ligar as regiões dos cerrados e do semiárido aos portos de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco. Serão cerca de 400 quilômetros de trilhos, de Elizeu Martins à cidade pernambucana de Trindade, passando por 20 municípios piauienses. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Transnordestina no Piauí fica pronta em 2013, garante presidente

O presidente da empresa Transnordestina Logística, Tufi Daher Filho, disse ao jornal VALOR ECONÔMICO que em 2013, a linha que liga Eliseu Martins-PI ao Porto de Suape, em Pernambuco, estará concluída.
O trecho será importante para transportar o minério de ferro da companhia Vale do Rio Doce (cerca de 2,97 bilhões de toneladas) ao porto pernambucano. A obra total, inclusive com o trecho do Ceará deve ficar pronta em 2014. ‘O projeto inicial previa a entrega total da obra até o fim de 2013, mas houve gargalo na desapropriação de terras no Ceará’, afirma Tufi Daher


FONTE: BRASIL PORTAIS
 

TRANSNORDESTINA GANHA IMPULSO

Sex, 28 de Outubro de 2011 07:11
A Transnordestina começa a avançar ao ritmo de 2,5 km por dia a partir do dia 1º. Até agora, a expansão diária era de 1 km, com os 10 mil operários parando apenas entre 3h30 e 6h20, para manutenção das máquinas. A aceleração será possível porque seis locomotivas se juntarão às duas já em operação no transporte dos trilhos e dormentes de concreto, de 380 quilos cada um. E é mais que bem-vinda, pois, concluída, a ferrovia levará ainda mais empregos e melhoria à economia da região que abrange.

Até o fim de 2013 deve estar concluída a linha que ligará Eliseu Martins, no Piauí, onde se descobriu mina de ferro com reserva estimada em 2,97 bilhões de toneladas, ao Porto de Suape, em Pernambuco. Já o trecho entre o município pernambucano de Salgueiro e o Porto de Pecém, no Ceará, ficará pronto em 2014.

"O projeto inicial previa a entrega total da obra até o fim de 2013, mas houve gargalo na desapropriação de terras no Ceará", afirma Tufi Daher Filho, diretor presidente da Transnordestina Logística. Por outro lado, mais de 200 km foram liberados para a implantação dos trilhos. E, do total a ser desapropriado, a Justiça concedeu imissão de posse, última etapa do processo, para outros 240 km.

Concluída, a nova Transnordestina terá 1.728 km e dará à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) autossuficiência no transporte de mais de 30 milhões de toneladas de carga por ano no Brasil em 2025 - podendo chegar a 50 milhões com a duplicação dos pátios. A atual ferrovia, que sai de São Luiz, passa por Teresina, Fortaleza, atravessa a região do Cariri e cruza a Paraíba até chegar a Suape leva 2 milhões de toneladas/ano; em 2014 a capacidade será de 3,1 milhões de toneladas/ano.

A estrada de ferro trará crescimento econômico à região do Cariri, acredita o prefeito de Missão Velha, Washington Luiz Macedo Fechine, do PSB. A cidade cearense, de 35 mil habitantes e economia centrada na agricultura e no comércio, será o ponto de entroncamento da ferrovia para Suape e Pecém. "As obras já atraíram 3 mil novos moradores. A expectativa agora é de que traga indústrias." Para Daher, o empreendimento quebra um binômio negativo do Nordeste: as empresas não se instalavam na região por falta de logística adequada e não se criava a logística porque não havia empresa disposta a vir para cá.

Também a oferta de empregos evoluiu. "Estudo do Banco do Nordeste mostra que a ferrovia gerará em toda a cadeia 500 mil empregos", informa o executivo. Dez mil vagas foram criadas na fase inicial. Mais de 60% dos operários são locais; e 8% são mulheres. Além disso, 4 mil pessoas sem perspectiva de disputar o mercado estão sendo formadas pelo projeto Acreditar, da CSN, para atuar na ferrovia.

"A preocupação agora é com a qualificação da mão de obra", ressalta Ana Neide de Barros, secretária de Planejamento e Meio Ambiente de Salgueiro. A 518 km do Recife, a cidade tem o 7º maior PIB do sertão pernambucano, e só agora - com as obras de transposição do Rio São Francisco e da Transnordestina - recebe projetos grandiosos de infraestrutura, de geração de emprego para o 56.641 moradores e a primeira fábrica de montagem de computadores do Nordeste. "A ferrovia põe Salgueiro na rota do desenvolvimento", diz ela.

No município, foi montado canteiro com três grandes indústrias para atender a obra: a maior fábrica de dormentes de concreto em operação no mundo, que produz 4.800 peças/ dia; estaleiro de solda de trilho e usina de britagem com capacidade para 4.500 m3 por dia - cerca de 225 caminhões basculantes e mais do que a produção anual das 40 maiores pedreiras paulistas.

O orçamento da obra, de 2008, é de R$ 5,422 bilhões. São R$ 3,1 bilhões em empréstimos - R$ 2,7 bilhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), R$ 225 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e 180 milhões do Banco do Nordeste - e R$ 2,3 bilhões de equity funding - R$ 1,3 bilhão da CSN, R$ 823 milhões do Fundo de Investimento do Nordeste (Finor) e R$ 164 milhões da Valec. O custo por km, de cerca de R$ 2,9 milhões, é o menor para ferrovia com este padrão classe mundial de implantação no mundo", atesta Daher. (P.V.)

Fonte: Valor Econômico/Do Rio

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O grito oprimido pela Transnordestina e o “Tô Nem Aí” da imprensa paraibana

O Senador da República Cássio Cunha Lima (PSDB), tocou em um aspecto muito importante durante a coletiva de imprensa concedida após a sua Diplomação pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba na tarde da última quarta-feira, dia 25.
Não podemos ser hipócritas ou farisaicos em dizer que uma parte da imprensa paraibana anda “as mil maravilhas”, pelo contrário, sua atitude muitas vezes me decepciona e me frustra como um profissional em formação; O sentimento que posso atribuir é de impotência ao ver que sozinho não poderia fazer a diferença como um jornalista.
“É lamentável que alguns jornalistas fujam do dever ético de dizer a verdade e tentem envolver a Justiça paraibana em disputas político-partidárias” Como bem frisou o Senador Cássio, a Paraíba tem diversos desafios, seja na saúde, educação, segurança, juventude, combates as drogas, servidores públicos, enfim diversos âmbitos que compõe a administração do Estado ou munícipio.
Enquanto diversos Estados discutem projetos referentes à economia e projetos que beneficiem a população, vemos um jornalismo de briga de “Comadres nos bastidores” que se remetem inteiramente a política, seja briga de prefeito com governo, vereador com prefeito, lógico que Exumar velhos hábitos políticos é enfiar o dedo numa ferida que nunca sara. Os vícios existentes na política segregadora local se perpetuarão caso o silêncio disfarçado de medo continue incrustado nas pessoas, mas a imprensa poderia cobrar mais.
Cunha Lima atentou ao detalhe que enquanto o jornalismo se preocupa em cobrir as “picuinhas politicas”, outros estados possui refinaria, siderurgia, fábricas e a não inclusão da Paraíba em umas das maiores obras do PAC com orçamento de R$ 5,4 bilhões e 1.728 quilômetros de extensão: a Transnordestina.
Para o ex-presidente Lula, não era justo que o Nordeste continuasse sendo tratado como se fosse a escória do país, sem sombra de dúvidas é um grande passo, o desenvolvimento chegará, com logística integrada, o sistema será formado por ferrovia, terminais portuários e estradas de acesso, ligando os portos de Pechem (CE) e Suape (PE) ao cerrado do Piauí. E a Paraíba? Fazendo parte da escória Brasileira?
A Criação de um “Ramal da Transnordestina” poderia ser o meio mais apropriado para a interligação do Porto de Cabedelo, aos Portos de Pacém no Estado Ceará, de Itaqui no Estado do Maranhão e ainda ao de Suape no Estado de Pernambuco, com isso haveria uma elevação da capacidade de escoamento da produção nessas localidades que beneficiaria toda a Região Nordeste, não só no aspecto do desenvolvimento econômico, mas também a geração de emprego e renda.
Para criar vantagens competitivas aos produtos do cerrado e tornar-se sustentável, a Transnordestina transportará cerca de 30 milhões de toneladas de carga, incluindo soja, milho, algodão e frutas, além de combustíveis, fertilizantes, biodiesel, minério de ferro, gipsita e outras mercadorias.
Claro! Sabemos que a Paraíba ainda é carente de infraestrutura viária, marítima e ferroviária. Mas se a imprensa comprar a briga e pressionar o Governo Federal e os políticos; tenhamos certeza que recolocarão a Paraíba no caminho do desenvolvimento, afinal nosso Estado é muito rico e tem condições de contribuir muito para o crescimento do Nordeste.

Rodolpho Raphael – @RodolphoRR

PORTO SECO DE PAULISTANA É COBRADO POR DEPUTADA

Liziê Coelho que solicita ao governador a viabilização da construção

O plenário da Assembleia Legislativa do Estado aprovou requerimento de autoria da deputada estadual Liziê Coelho (PTB), que solicita ao governador Wilson Martins (PSB), a viabilização da construção de um Porto Seco na cidade de Paulistana. Segundo a parlamentar, a realização da obra é justifica pela posição geográfica do município eqüidistante de todas as capitais do Nordeste.

Liziê Coelho explica que a obra irá contribuir para o desenvolvimento do setor de mineração daquela região. "Com o Porto Seco o minério de ferro será exportado direto de Paulistana. Esse município é reconhecido nacional pela grande quantidade de ferro que produz”, disse.

A parlamentar declarou que os impostos gerados dessa riqueza ficarão no Piauí, contribuindo para a economia do Estado. “É importante que o Governo crie projetos para o desenvolvimento contínuo daquela região. Acredito que esse crescimento será sem precedentes”, justificou.

A conclusão da obra de construção da Transnordestina também foi defendida pela parlamentar. “Com a Transnordestina, a cidade de Paulistana será o principal corredor de escoamento da produção mineral do Estado. Essa obra irá modificar a economia da região”, comentou.

fonte: Brasil portais

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Infraestrutura ferroviária no Brasil - Brasilianas.org (24/10/2011)

O programa Brasilianas.org discute a questão da infraestrutura ferroviária. São abordados: a participação das ferrovias no transporte de cargas no Brasil e sua importância para aumentar a eficiência e diminuir os custos; os novos investimentos no setor, como o PAC; a expansão da malha férrea; os gargalos da infraestrutura; e, por último, o modelo das concessões das ferrovias e o marco regulatório do setor.
Em 2010, 25% do transporte de carga no país foi feito em ferrovias e 58% realizado em rodovias, segundo dados da Associação Nacional do Transporte Ferroviário (ANTF). Nos Estados Unidos, a proporção é diferente: 43% das cargas são transportadas por trens e 32%, em rodovias. Este predomínio do modal rodoviário implica em custos maiores com logística. De acordo com o Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), se o Brasil tivesse uma matriz de transporte similar a dos EUA, o custo com o transporte seria R$ 90 bilhões menor que o atual. Isso porque, ainda de acordo com o Ilos, o custo para transportar mil TKUs (toneladas por quilômetro útil) por rodovias é de R$ 260, e em torno de R$ 38 para mil TKUs no modal ferroviário.
O Ministério dos Transportes prevê que, em 2025, a matriz de transportes seja dividida em 35% das cargas levadas por ferrovias, 30% por rodovias, 29% pelo modal aquaviário, 5% por dutos e 1% pelo transporte aéreo. Para isso, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) vai destinar R$ 46 bilhões para a expansão da malha ferroviária em 4.696 quilômetros. Apesar disso, ainda é um valor menor do que o previsto para as rodovias, em torno de R$ 50 bilhões.
Para debater este tema, o jornalista Luis Nassif recebe no estúdio da TV Brasil em São Paulo: Bernardo Figueiredo, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT); Rodrigo Vilaça, presidente da Associação Nacional do Transporte Ferroviário (ANTF); e Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer).
Apresentação: Luis Nassif

terça-feira, 25 de outubro de 2011

AÇO GERDAU NA FERROVIA TRANSNORDESTINA

A Gerdau forneceu cerca de 40 mil toneladas de aço para a construção da ferrovia Transnordestina, que ligará as cidades Eliseu Martins (PI), Salgueiro (PE) e Missão Velha (CE) aos portos de Suape, em Recife (PE) e Pecém, em Fortaleza (CE). A extensão total da ferrovia será de 1.728 Km, entre trechos novos e revitalizados. O principal produto fornecido é o vergalhão GG50 cortado e dobrado, que está sendo utilizado em obras que integrarão o projeto, como pontes e viadutos, galerias pluviais, bueiros, mourões para cercamento, lajes e passagens subterrâneas. Entregue na edificação pronto para utilização, o vergalhão cortado e dobrado aumenta a velocidade da obra e reduz o custo, proporcionando um ganho de produtividade de até 70% no processo de produção de armaduras metálicas. A ferrovia Transnordestina tem previsão de conclusão em 2013.

Sobre a Gerdau

A Gerdau é líder na produção de aços longos nas Américas e uma das maiores fornecedoras de aços longos especiais no mundo. Possui 45 mil colaboradores e operações industriais em 14 países, com operações nas Américas, na Europa e na Ásia, as quais somam uma capacidade instalada superior a 25 milhões de toneladas de aço. É a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma, anualmente, milhões de toneladas de sucata em aço. Com cerca de 140 mil acionistas, a Gerdau está listada nas bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque e Madri.

Fonte:

Assessoria de Imprensa
Publicação: 25/10/2011